LINDOS
Recostado no tronco de uma tamareira, onde se protegia dos últimos raios de sol, Costas palitava os dentes e observava a loura saltando as ondas na beira da praia. Uns 17 anos no máximo, coxas roliças cobertas por uma tênue penugem dourada, peitos empinados, no tamanho certo. Ela chamara sua atenção desde que entrara na van com o grupo de turistas escandinavos que trouxera a Lindos pela manhã. Havia muitas mulheres de top less naquele dia, algumas até com corpos tentadores. Estava acostumado, virara rotina. Agora, seios como aqueles nunca tinha visto! Eram como imãs atraindo seus olhos.
Sentia um certo desconforto quando seus olhares gulosos eram surpreendidos por ela - disfarçava fingindo olhar para o horizonte, mas logo voltava a admirá-la e sua fantasia voava solta. Aos poucos foi se convencendo de que ela não se aborrecia com isto. Ao contrário, parecia até se divertir, assumindo poses provocadoras.
Costas, 40 anos, era simpático e bem apessoado, sorridente e atencioso com os turistas, respondendo a todas as perguntas sobre a história e a geografia da Grécia. Longe de ser um “apolo”, seu bigode bem aparado, corpo atlético, aspecto asseado e fresco era, no mínimo, "um tipo interessante", já lhe haviam dito, e talvez motivo de cochichos entre as turistas.
O dia tinha sido exaustivo. Não só pela intensa atividade física, mas pelo mormaço e umidade que deixavam uma sensação desagradável, a pele pegajosa e a boca seca, os olhos ardendo pelo vento salgado, um desejo de escovar os dentes, tomar um banho e beber cerveja bem gelada sem parar.
Sentiu-se aliviado quando, após um demorado e barulhento jantar, o grupo foi reunido para voltar ao hotel em Rhodes. Mais umas duas horas e estaria em casa tomando uma cerveja no terraço do apartamento.
A van subia lentamente a estrada sinuosa, à leste da Ilha de Rhodes. O grupo já não tinha ânimo para a algazarra da vinda. Após tanto sol e mergulhos nas águas azuis do mar Egeu os turistas dormitavam sob a ação das enzimas proteolíticas. Vapores etílicos e cheiro de bronzeador chegavam até Costas que procurava se concentrar em sua função de motorista, rumo ao Mythos Resort.
A jovem loura resmungou qualquer coisa em inglês sobre o calor, e pulou para o banco do motorista. Costas olhou para ela com ar surpreso e vislumbrou, através da blusa branca parcialmente desabotoada, o contorno daqueles seios acobreados pelo excesso de sol. Tentando puxar conversa fez um comentário sobre o calor. Ela sorriu, mas não disse nada.
A proximidade daqueles seios lhe causava uma sensação esquisita, como asas de borboletas roçando sua barriga, algo entre desejo e frustração. Melhor nem pensar! Os faróis já acesos, as curvas da estrada e da dinamarquesa eram uma combinação perigosa. Ele sabia bem as regras do serviço de turismo e as recomendações para não se meter com as turistas, mesmo quando provocado. Procurou não pensar na loura e seguir seu caminho.
Ao entrar um tanto afoitamente numa curva para a esquerda, sentiu a mão dela esbarrar em sua coxa direita, como que em busca de apoio. Recuou sua perna. Na curva seguinte a mão tornou a se apoiar na sua coxa. Ele não recuou a perna e ela não retirou a mão. Sentiu um frio na barriga. Olhou para a moça. Ela olhava pela janela lateral, como se nada tivesse acontecido. Agora não tinha dúvida: a gringa estava procurando encrenca. Sentiu um arrepio na virilha e começou a suar. Entre excitado e nervoso, não sabia o que fazer. Seria uma armadilha? Estaria sendo testado pela companhia de turismo? Cabreiro, procurou prestar mais atenção na estrada, o carro pedia uma marcha mais forte, que ele demorara a engatar. A mão começou a acariciar a parte interna de sua coxa enquanto ela continuava a olhar pela janela, observando talvez o jogo de sombras, causado pelas luzes dos carros que passavam em sentido oposto. Nervoso, viu pelo retrovisor que a caldeirada de frutos do mar e o vinho grego faziam efeito e o sono imperava, embalado pelo ron-ron monótono e pela trepidação do motor a diesel.
A mão estava cada vez mais ousada, e com rara habilidade abriu o zíper de sua bermuda - mão experiente de quem conhece anatomia masculina. Seu desejo foi ficando insuportável, um misto de prazer e pânico. Vieram-lhe à mente os postais de gregos com pênis eretos, que tanto riso haviam provocado nas turistas. Ela deu uma rápida olhada para trás, inclinou-se, e ele sentiu uns lábios quentes e uma ágil língua tremelicante acariciá-lo. Automaticamente reduziu a velocidade e teve que se controlar para não frear abruptamente. Mas era tarde ...
Sem tirar os olhos da estrada, percebeu quando ela limpou os lábios na manga da camisa e pulou para o banco de trás sem dizer uma palavra. Costas se ajeitou suando em febre, e fechou o zíper. Pelo retrovisor viu que ela, olhava pela janela num alheiamento incompreensível.
Desceu no hotel abraçada na mãe, e nem lhe deu a mão e agradeceu como fizeram os outros turistas.
Recostado no tronco de uma tamareira, onde se protegia dos últimos raios de sol, Costas palitava os dentes e observava a loura saltando as ondas na beira da praia. Uns 17 anos no máximo, coxas roliças cobertas por uma tênue penugem dourada, peitos empinados, no tamanho certo. Ela chamara sua atenção desde que entrara na van com o grupo de turistas escandinavos que trouxera a Lindos pela manhã. Havia muitas mulheres de top less naquele dia, algumas até com corpos tentadores. Estava acostumado, virara rotina. Agora, seios como aqueles nunca tinha visto! Eram como imãs atraindo seus olhos.
Sentia um certo desconforto quando seus olhares gulosos eram surpreendidos por ela - disfarçava fingindo olhar para o horizonte, mas logo voltava a admirá-la e sua fantasia voava solta. Aos poucos foi se convencendo de que ela não se aborrecia com isto. Ao contrário, parecia até se divertir, assumindo poses provocadoras.
Costas, 40 anos, era simpático e bem apessoado, sorridente e atencioso com os turistas, respondendo a todas as perguntas sobre a história e a geografia da Grécia. Longe de ser um “apolo”, seu bigode bem aparado, corpo atlético, aspecto asseado e fresco era, no mínimo, "um tipo interessante", já lhe haviam dito, e talvez motivo de cochichos entre as turistas.
O dia tinha sido exaustivo. Não só pela intensa atividade física, mas pelo mormaço e umidade que deixavam uma sensação desagradável, a pele pegajosa e a boca seca, os olhos ardendo pelo vento salgado, um desejo de escovar os dentes, tomar um banho e beber cerveja bem gelada sem parar.
Sentiu-se aliviado quando, após um demorado e barulhento jantar, o grupo foi reunido para voltar ao hotel em Rhodes. Mais umas duas horas e estaria em casa tomando uma cerveja no terraço do apartamento.
A van subia lentamente a estrada sinuosa, à leste da Ilha de Rhodes. O grupo já não tinha ânimo para a algazarra da vinda. Após tanto sol e mergulhos nas águas azuis do mar Egeu os turistas dormitavam sob a ação das enzimas proteolíticas. Vapores etílicos e cheiro de bronzeador chegavam até Costas que procurava se concentrar em sua função de motorista, rumo ao Mythos Resort.
A jovem loura resmungou qualquer coisa em inglês sobre o calor, e pulou para o banco do motorista. Costas olhou para ela com ar surpreso e vislumbrou, através da blusa branca parcialmente desabotoada, o contorno daqueles seios acobreados pelo excesso de sol. Tentando puxar conversa fez um comentário sobre o calor. Ela sorriu, mas não disse nada.
A proximidade daqueles seios lhe causava uma sensação esquisita, como asas de borboletas roçando sua barriga, algo entre desejo e frustração. Melhor nem pensar! Os faróis já acesos, as curvas da estrada e da dinamarquesa eram uma combinação perigosa. Ele sabia bem as regras do serviço de turismo e as recomendações para não se meter com as turistas, mesmo quando provocado. Procurou não pensar na loura e seguir seu caminho.
Ao entrar um tanto afoitamente numa curva para a esquerda, sentiu a mão dela esbarrar em sua coxa direita, como que em busca de apoio. Recuou sua perna. Na curva seguinte a mão tornou a se apoiar na sua coxa. Ele não recuou a perna e ela não retirou a mão. Sentiu um frio na barriga. Olhou para a moça. Ela olhava pela janela lateral, como se nada tivesse acontecido. Agora não tinha dúvida: a gringa estava procurando encrenca. Sentiu um arrepio na virilha e começou a suar. Entre excitado e nervoso, não sabia o que fazer. Seria uma armadilha? Estaria sendo testado pela companhia de turismo? Cabreiro, procurou prestar mais atenção na estrada, o carro pedia uma marcha mais forte, que ele demorara a engatar. A mão começou a acariciar a parte interna de sua coxa enquanto ela continuava a olhar pela janela, observando talvez o jogo de sombras, causado pelas luzes dos carros que passavam em sentido oposto. Nervoso, viu pelo retrovisor que a caldeirada de frutos do mar e o vinho grego faziam efeito e o sono imperava, embalado pelo ron-ron monótono e pela trepidação do motor a diesel.
A mão estava cada vez mais ousada, e com rara habilidade abriu o zíper de sua bermuda - mão experiente de quem conhece anatomia masculina. Seu desejo foi ficando insuportável, um misto de prazer e pânico. Vieram-lhe à mente os postais de gregos com pênis eretos, que tanto riso haviam provocado nas turistas. Ela deu uma rápida olhada para trás, inclinou-se, e ele sentiu uns lábios quentes e uma ágil língua tremelicante acariciá-lo. Automaticamente reduziu a velocidade e teve que se controlar para não frear abruptamente. Mas era tarde ...
Sem tirar os olhos da estrada, percebeu quando ela limpou os lábios na manga da camisa e pulou para o banco de trás sem dizer uma palavra. Costas se ajeitou suando em febre, e fechou o zíper. Pelo retrovisor viu que ela, olhava pela janela num alheiamento incompreensível.
Desceu no hotel abraçada na mãe, e nem lhe deu a mão e agradeceu como fizeram os outros turistas.
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